segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Infarto mata entre 10% e 15% das vítimas no Brasil

O infarto agudo do miocárdio, uma das principais causas de óbitos no Brasil, junto com o acidente vascular cerebral (AVC), mata entre 10% e 15% das suas vítimas no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a meta é reduzir o índice para 5%. Para o cardiologista João Poeys, a dica é incentivar hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividade física, sem descuidar do histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Segundo especialista, o infarto acontece por causa da obstrução das artérias do coração, provocado pelo acúmulo de gordura. Entre os fatores de risco estão pressão alta, taxas de colesterol e glicose elevadas, sobrepeso e obesidade, além de hábitos como fumo, baixa ingestão de frutas e verduras e sedentarismo.
“Hoje um fator muito importante que a gente está vendo na prática clínica é o histórico familiar. Pacientes que, mesmo que não tenham fatores clássicos, mas com mãe ou irmão que teve infarto jovem, têm uma propensão grande de desenvolver a doença.”
Maria Aparecida Nascimento, de 58 anos, procurou o médico depois de sentir o coração “batendo apressado”. A família da aposentada tem histórico de pressão alta. Além dela, as filhas de 32 e 38 anos já apresentam o problema. Há alguns anos, depois da primeira visita ao cardiologista, Maria passou a cuidar mais da alimentação e, mesmo sem poder fazer esforço físico, faz hidroterapia.
“Já no combate ao estresse, a religião ajuda. Tenho nove netos. O coração tem que estar bom para cuidar deles”, contou.

Testes clínicos com vacina contra HIV têm 90% de sucesso na Espanha

Esses testes contaram com trinta voluntários sadios de Madri e Barcelona participaram da pesquisa. Mesmo com resultado positivo, autores do estudo pedem cautela.
Uma vacina contra a Aids desenvolvida na Espanha obteve 90% de sucesso em testes iniciais feitos com 30 voluntários de Madri e Barcelona. Apesar dos participantes não terem o HIV em seus organismos, a vacina deixou 90% deles preparados para um possível contato com o vírus que provoca a doença. Essa mesma resistência durou pelo menos um ano em 85% dos voluntários.
A ideia dos médicos do Hospital Clinic (Barcelona) e do Gregorio Marañon (Madri) foi "treinar" o corpo de pessoas sem a doença para que eles pudessem reconhecer o vírus HIV e células infectadas para atacá-los. Agora, o próximo passo será testar a vacina como terapia para pessoas que já possuem o vírus, mas ainda não desenvolveram a doença.
Mesmo com o sucesso na primeira das três fases comuns dos testes em humanos, Felipe García, chefe da equipe que conduziu o estudo em Barcelona, afirma que é preciso cautela. Para o médico, o número de voluntário ainda é pequeno para poder dizer se a vacina vai mesmo garantir a defesa permanente do corpo contra o HIV.
A vacina se chama MVA-B e foi feita a partir de um vírus diferente do HIV. Ao ser enfraquecido, o micro-organismo serviu para produzir uma vacina contra a varíola e agora é muito usado para a pesquisa em outras doenças.
Para montar a vacina, os cientistas espanhóis colocaram quatro genes do HIV dentro do vírus enfraquecido da varíola. Segundo os pesquisadores, a presença desses genes não é suficiente para desenvolver a doença em pessoas sadias. Pelo contrário, ela serve somente para deixar o corpo em alerta para o caso do vírus de verdade entrar dentro do organismo do vacinado.
No Brasil, entre 1980 até junho de 2010, quase 600 mil pessoas desenvolveram a doença. Quando a Aids começa a agir, células que defendem o corpo contra infecções começam a ser destruídas. Isso leva ao aparecimento de doenças como a pneumonia que matam o portador de Aids por não serem combatidas.

Seguro-viagem cresce 42,29%

Com crescimento de 42,29% e prêmios de R$ 19,3 milhões, o seguro-viagem destacou-se entre os seguros de pessoas no primeiro semestre de 2011.

De acordo com levantamento realizado pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), o desempenho dos seguros-viagem foi impulsionado pelo incremento no número de viagens nacionais e internacionais. No mesmo período, o mercado geral de seguros de pessoas cresceu 24,08%, se comparado ao mesmo período de 2010.

Neste ano, o setor já movimentou R$ 9,3 bilhões, enquanto no primeiro semestre de 2010, o setor havia movimentado R$ 7,5 bilhões. Além dos seguros-viagem, os seguros de acidentes pessoais registraram expansão, de 39,32%, no semestre, com R$ 1,9 bilhão.

Já o seguro proteção financeira, que garante o pagamento de prestações de bens adquiridos pelo segurado, em caso de morte e invalidez, acumulou R$ 2,1 bilhões em prêmios com evolução de 37,93%. O levantamento mostra que os seguros de vida também tiveram desempenho positivo no primeiro semestre de 2011. A modalidade somou R$ 4,8 bilhões, com alta de 11,66%.

Fonte: Jornal Metro

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dilma descarta novo imposto para saúde agora

 A Presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o país vai precisar de mais recursos para a saúde, mas descartou um novo imposto neste momento. Ao participar ao vivo nesta manhã do programa da TV Record “Hoje em Dia”, Dilma afirmou que o Brasil deve primeiro melhorar a gestão da saúde, embora isso não seja suficiente para atender as demandas de universalização e de qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS). 
“Nós temos de provar, governo federal, governos estaduais e municipais, que podemos gerir bem a saúde e a partir daí a gente começa a conversar com a população”, afirmou a presidente.
Dilma citou o caso dos Estados Unidos para reforçar a ideia da necessidade de dinheiro do setor. “Não aceitem em hipótese alguma que a saúde no Brasil não precisa de mais dinheiro. Não é possível aceitar isso. Isso é uma coisa perigosa que nos Estados Unidos levou àquela dificuldade do Obama para aprovar o Medicare e o Medicaid”, afirmou a presidente. (Reportagem postada em nosso blog: Obama anuncia corte de gastos na área da saúde )
Nesta semana, a ministra das Relações Institucionais declarou que o Brasil precisaria de mais um imposto para financiar o sistema de saúde. Líderes governistas do Congresso anunciaram a impossibilidade da criação de um imposto um ano antes das eleições municipais.

Estresse pode exercer função no desenvolvimento do câncer de mama


Pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, descobriram componentes que os especialistas qualificam como resultantes de "estresse psicossocial" (longos períodos de ansiedade, medo e isolamento) que podem sobrecarregar o sistema nervoso autônomo: ajuda a regular o ritmo cardíaco, respiração e outras funções do corpo.
Num estudo que envolveu 989 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, um questionário para avaliar o nível de estresse do grupo revelou que existe uma associação entre alto nível de estresse e as doenças crônicas como o câncer. As pacientes com níveis mais altos de estresse foram também àquelas mais propensas a ter formas as mais agressivas de câncer de mama.
Mulheres muito estressadas têm 38% mais chances de ter câncer porque não reagiam a receptores de estrogênio. Depois de levar em conta dados como a idade da mulher e o estágio do câncer quando diagnosticado, os médicos observaram que as mulheres mais estressadas tinham 22% mais chances de ter um tipo de câncer que não responde a receptores de estrogênio.
Mulheres com mais de estresse tinham 18% mais probabilidade de serem diagnosticadas com tumores de alto grau, que são mais agressivos do que tumores de baixo grau.
Além disso, pacientes com câncer de mama, que eram negras ou de origem latino-americana apresentaram níveis mais elevados de estresse do que pacientes brancas.
Mulheres com câncer mais agressivo já estavam mais estressados antes de serem informadas de que eram portadoras da doença. Tudo porque a notícia de um diagnóstico de câncer de mama (especialmente se o tumor é agressivo) já traz um alto nível de estresse por si. A Associação Norte-Americana para Pesquisa de Câncer, que coleta estudos sobre níveis de estresse e tipos de câncer, reconheceu que o número de mulheres entrevistadas era grande o bastante para estabelecer alguma associação entre a baixa imunidade e os altos níveis de estresse que podem acelerar o diagnóstico de tumores.
- Ainda não está claro qual o tipo de associação entre estresse e câncer - explica o pesquisador Garth Rauscher. - Pode ser que o alto nível de estresse na vida dessas pacientes tenha influenciado o grau de agressividade do tumor. Pode ser também que, ao receber o diagnóstico de um tumor mais agressivo, com prognóstico mais preocupante, as pacientes tenham agravado seu nível de estresse. E pode ser, ainda, que essas duas variáveis estejam desempenhando seus papéis na associação que tanto preocupa os médicos. Nós não sabemos a resposta para essa pergunta. Mas é certo que alto nível de estresse e tumores malignos agressivos apareceram juntos num número bastante elevado de mulheres pesquisadas para este estudo - comenta Rauscher.
Leia sobre a matéria acessando: http://tinyurl.com/6ee2evm  

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Reino Unido aprova tratamento com células-tronco embrionárias

Autoridades sanitárias do Reino Unido aprovaram na quinta-feira a primeira pesquisa clínica europeia envolvendo células-tronco embrionárias, segundo reportagem do site da revista "Time". Cirurgiões do hospital Moorfields Eye, em Londres, vão tratar 12 pacientes com distrofia macular de Stargardt, uma doença incurável responsável pela maioria de casos de cegueira em jovens.
Pacientes com a doença perdem gradativamente o pigmento das células epiteliais da retina (células RPE), essenciais para manter o ambiente de crescimento dessas células. Os pacientes selecionados para o tratamento vão receber células-tronco RPE.
Esta é a segunda experiência humana de uso dessas células, a primeira foi aprovada pelo FDA americano em novembro. A proposta é estabelecer segurança para o tratamento, então os pacientes tratados já apresentam os estágios mais avançados da doença. Eles receberão de 50 mil a 200 mil células injetadas diretamente nos olhos, atrás da retina. Os médicos esperam que as células transplantadas comecem a crescer no novo ambiente, substituindo as doentes e restaurando a visão dos pacientes.
O olho é um bom lugar para testes de tratamentos como este, porque é relativamente protegido do sistema imunológico, as novas células podem ser protegidas da destruição por células de defesa. E a natureza isolada da cavidade ocular, onde as células serão injetadas, também facilita a destruição das células RPE por médicos se alguma coisa der errado com o transplante.
- A habilidade de regenerar as células da retina em laboratório é um avanço significativo e a oportunidade de ajudar a traduzir a tecnologia em tratamentos para pacientes é excitante - disse o cirurgião James Barinbridge, da Moorfields ao "Guardian".

Leia a reportagem na íntegra: http://tinyurl.com/4435bjp

Fumantes perdem um terço da memória diária, diz estudo

Um estudo da Universidade Northumbria com mais de 70 pessoas entre 18 e 25 anos mostra que fumantes perdem mais memória, mas quem para de fumar recupera as informações quase no mesmo nível de não fumantes.
Durante o estudo, os voluntários fizeram um tour pela universidade e foram perguntados sobre pequenos detalhes do passeio, como num teste de memória com tarefas complementares. Os fumantes lembraram apenas de 59% das tarefas, os que tinham deixado de fumar lembraram de 74% e, os que nunca tinham fumado, de 81%.
O médico Tom Heffernan, que coordena a colaboração da universidade com o Grupo de Pesquisa para Álcool e Drogas acredita que a descoberta pode ser usada em campanhas antitabagistas.
- Já sabemos que parar de fumar tem grande impacto na saúde, mas este estudo mostra que parar de fumar também pode ter benefícios para as funções cognitivas - disse.
A pesquisa agora vai investigar os efeitos do fumo passivo na memória e nas toxinas deixadas em cortinas e móveis.

Leia mais sobre esse assunto em:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/09/21/fumantes-perdem-um-terco-da-memoria-diaria-diz-estudo-925413236.asp#ixzz1ZBW2jl6C